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Vírus em mutação
O vírus A/H1N1 afeta tanto humanos quanto animais, classificação dada pela letra A, a mesma da gripe aviária, por exemplo.
O subtipo H1N1 é originário da gripe espanhola que, entre 1.918 e 1.919, assolou o mundo. A partir daquela pandemia, as pessoas adquiriram anticorpos e o subtipo passou a atingir apenas porcos.
A OMS previu que se alastraria rapidamente, e isso aconteceu. Houve aumento no número de casos no hemisfério Sul durante o inverno e talvez no final do ano no hemisfério Norte
Seu poder atual está na mutação genética que sofreu e, por conta disso, não pode ser neutralizado pelo sistema imunológico humano. Isso torna a infecção grave, com rápido aumento do número de vítimas pelo mundo. A população entre 10 e 45 anos tem sido a mais atingida, acredita-se, por ter tido menos contato com o H1N1 que os idosos.
A transmissão ocorre por meio de secreções nasais ou gotículas de saliva, como qualquer gripe. Dessa forma, o contágio por meio da ingestão de carne de porco não traz risco.
Os sintomas também são os mesmos: febre, dores no corpo, dor de cabeça, perda de apetite, irritação nos olhos, coriza, tosse e, em alguns casos, náusea, diarreia e vômito.
Medicamentos e vacina
Vários institutos de pesquisa, como o Adolfo Lutz (SP), conseguiram isolar o vírus e chegar ao sequenciamento do material genético. Esse avanço é o primeiro passo para a produção da vacina.
Enquanto não há vacinas prontas e disponíveis, a saída é utilizar os medicamentos que podem diminuir a intensidade da infecção e aumentar o bem-estar, além de prevenir as complicações mais sérias da gripe H1N1, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Um dos mais renomados órgãos no mundo no controle de doenças, ligado ao governo dos Estados Unidos, o CDC aprovou quatro antivirais que têm melhor efeito quando tomados até dois dias após a manifestação dos sintomas.
Em sua página dedicada às informações sobre a pandemia (www.cdc.gov), avisa ainda que aqueles que tiveram contato com pessoas infectadas também podem usá-los. A eficácia desses medicamentos na prevenção fica entre 70% e 90%. Mas, atenção, devem ser utilizados apenas e tão-somente sob recomendação médica.
Aviso aos viajantes
Sigam as recomendações dos especialistas do Einstein para aumentar a segurança de sua saúde.
As baixas temperaturas registradas principalmente na no hemisfério Norte, e com a chegada das férias de final de ano, ainda são sinais de que temos que manter nossa atenção redobrada, principalmente nos locais fechados e com aglomeração de pessoas.
Hábitos básicos de higiene, como a lavagem frequente das mãos e a tosse com etiqueta, ainda são a melhor arma contra a disseminação do vírus.
Lave as mãos com água e sabão. Isso remove micro-organismos da pele. É possível utilizar o gel alcoólico específico para higiene de mãos (comprado em farmácias) quando não houver a possibilidade de lavá-las com água e sabão
Cubra a boca e o nariz com lenço de papel ao tossir ou espirrar e, depois, jogue-o no lixo. Em seguida, higienize as mãos
Caso não tenha lenço de papel, use a manga da camisa para cobrir a boca e o nariz
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